Dúvidas? Medos? Receios? Estás a crescer…

Estamos aqui para te ajudar!

O GIA está em fase de remodelação. Estamos a tornar o nosso gabinete mais completo e confortável para te receber.

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Este espaço é teu!

No GIA podes ser ouvido, encontrar respostas, receber informação, conversar e, em caso de necessidade, ter acompanhamento especializado.

O GIA é um espaço informal e pedagógico, onde podes conversar, esclarecer dúvidas e  obter as informações necessárias para construíres  uma vivência mais informada, compensadora, independente e sempre responsável.

Neste espaço pretendemos desenvolver atitudes de autoestima, de segurança, indispensáveis numa relação de afetividade e motivação pela descoberta de novas formas de interesse pessoal e valores de referência.

Joana Dias

O silêncio dos adolescentes (parte 4)

Guardar os limites

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“Se bem que a recomendação seja respeitar o silêncio dos adolescentes e permitir-lhes que desenvolvam um mundo próprio, para tudo há limites, e estes devem ser devidamente estabelecidos:

– Está bem que ouçam a sua música e que adorem estar enfiados nos fones do ”walkman”, mas isto não deve ser feito à hora da refeição.
– Que não se preocupem com os irmãos nas 24 horas do dia, é normal e aceitável, mas se por uma razão especial isso for necessário, devem estar dispostos a encarregarem-se deles.
– Se caminham pela rua arrastando os pés, de tal maneira que pareça que vão desmaiar, aceite, porque é possível que tenham tido uma importante atividade física, por exemplo, na escola.
– É normal que não lhe agrade ensinar matemática à irmã mais nova, mas que o faça sem problemas ao amigo. Não é preocupante. O mesmo se passa com as obras sociais: gosta de visitar asilos, mas não se dá conta de que em casa está alguém doente. Isso é normal e está dentro dos limites, mas também é superável.”

Joana Dias

Pega no telefone sempre que precises…

Conheces a linha SAÚDE 24?

Existe para te ajudar, a ti e à tua família em todas as situações em que precises de apoio médico rápido e urgente!

“A Linha Saúde 24 é uma iniciativa do Ministério da Saúde que visa responder às necessidades manifestadas pelos cidadãos em matéria de saúde, contribuindo para ampliar e melhorar a acessibilidade aos serviços e racionalizar a utilização dos recursos existentes através do encaminhamento dos Utentes para as instituições integradas no Serviço Nacional de Saúde mais adequadas. Disponibiliza:

• Triagem, Aconselhamento e Encaminhamento em situação de doença, acessível através do telefone 808 24 24 24 (custo chamada local), ou via chat para pessoas com necessidades especiais;

• Aconselhamento Terapêutico para esclarecimento de questões e apoio em matérias relacionadas com medicação, através do telefone 808 24 24 24 (custo chamada local);

Assistência em Saúde Pública, nomeadamente temas relacionados com a Gripe, Verão/Calor e Emergências/Intoxicações, acessível através do telefone 808 24 24 24 (custo chamada local), formulário de contacto, correio electrónico e fax;

Informação Geral de Saúde, nomeadamente a localização das unidades de saúde englobadas na rede de prestação do Serviço Nacional de Saúde, bem como farmácias, acessível através do telefone 808 24 24 24 (custo chamada local), formulário de contacto, correio electrónico e fax.

Todos os dias, 24 horas por dia, basta ligar o 808 24 24 24 e entrará em contacto com Profissionais de Saúde qualificados e especialmente formados que lhe darão os melhores conselhos sobre a forma de lidar com a sua situação de saúde em particular. Seja ajudando-o a resolver o problema você mesmo ou encaminhando-o para o serviço de saúde mais adequado.

Há momentos em que a saúde tem tudo a ver com o telefone.”

Saúde 24. O número que o liga à Saúde.

Joana Dias

O silêncio dos adolescentes (parte 3)

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Para uma vida melhor

O silêncio reflexivo que acontece na fase da adolescência é fundamental. Beatriz Zegers afirma: ”Sem silêncio privamo-nos da possibilidade de nos ouvirmos a nós mesmos, perdemos a capacidade de desenvolver a contemplação e a meditação ”.

De fato, uma das características próprias do ser humano é a capacidade de entrar na sua própria intimidade e, segundo Carolina Dell Oro, é precisamente na adolescência que se amadurece e solidifica o mundo interior. ” A adolescência é o principio de um crescimento qualitativo, onde nasce a consciência da própria intimidade, que é fundamental para a revelação como pessoa”.

Portanto, há que deixar de pensar que esta é uma fase obscura e crítica. Pelo contrario, é o momento mais determinante da pessoa, pois é o momento no qual, em silêncio, o indivíduo examina toda a sua infância, descobre o mundo interior e prepara a sua idade adulta de maneira a saber agir no futuro, como alguém que pensa e não porque assim fazem todos.

Carolina acrescenta: ” Uma pessoa que tem um bom mundo interior age a partir de si mesmo, com menor perigo de se deixar levar por qualquer disparate. É uma criança que, sem duvida, terá uma vida melhor ”.

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Como nos entendemos?

Por muito positivo que seja tudo o que surge do silêncio reflexivo, aos pais, no dia a dia, tanta impassibilidade pode pôr-lhes os cabelos em pé, sobretudo, se dão conta de que, apesar das maiores tentativas para falar com o ”semi-mudo”, não ouvem resposta nenhuma. Para não caírem em desespero e saberem como agir, Carolina Dell Oro dá algumas recomendações chave:

  1. Conhecer o processo. A primeira das chaves é tomar consciência do processo que a criança está vivendo. “Ela está num momento de ajustes, está desconcertada, não se dirige, está lenta, e ter isso em conta é fundamental para não ser violento com ela e, pelo contrario, encher-se de paciência”. Além disso, é importante compreender que a atividade exterior não é a única alternativa; a atividade interior também é fundamental.
  2. Estar e acompanhar. Como ação concreta, o mais recomendado é a companhia. “Acompanhar e estar aí, junto deles, é a melhor forma de comunicação. Há que evitar cair na tentação de que: como não me fala deixo-o sozinho”, afirma a filósofa, que acrescenta: “é um estar presente que não implica nem falar nem ralhar, mas apenas garantir que desses pensamentos que deslumbram o adolescente se obtenham bons resultados”.
  3. Saber esperar. A paciência vale ouro, porque para esses resultados há que esperar um pouco, respeitando o silêncio, evitando zangar-se por não haver resposta. “Tem que se ser delicado na relação com os filhos e não os aborrecermos com perguntas e com temas sem sentido. Isso não vai resultar. O melhor é criar situações de silêncio e de contato pessoal e direto, marcando sempre o limite do que é correto e permitido”. Desta maneira, uma criança que sente que a respeitam, finalmente, no fim da sua adolescência, será, sem dúvida, capaz de exprimir os seus pensamentos e combinar muito bem as duas perspectivas humanas: a intimidade e a capacidade de agrupar-se com os outros.

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Quando alarmar-se

  1. quando o silêncio é acompanhado de manifesta agressividade;
    2. quando a má relação com os pais e professores exigir outras causas que não simplesmente a adolescência;
    3. quando existam suspeitas fundadas de que o filho não anda por bons caminhos;
    4. quando existam quebras do rendimento escolar.

Joana Dias

O silêncio dos adolescentes (parte 2)

“Há uma espécie de retiro e um abandonar-se a não fazer nada; podem passar um dia inteiro fechados. Quando crescem um pouco mais, o silêncio mantém-se, mas é acompanhado de uma procura de modelos com os quais se identificam, para criarem um ideal de si mesmos.

Em resumo, a filosofa Carolina Dell Oro explica que o adolescente se apercebe de que tem algo dentro de si, e quer desenvolvê-lo. É o momento em que algo nasce, e para se descobrir precisa estar só e calado.

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Resgatando o silêncio

O que é mais normal com esta atitude é que os pais percam a paciência. Mas é importante que eles tomem consciência de que se trata de um processo de conhecimento. Assim, tendo em conta certos pontos, e sabendo quais são as consequências positivas, será mais fácil compreender os anos de introversão.

Para isso a psicóloga Beatriz Zegers, explica um importante ponto de partida: ”No mundo atual, as pessoas tornaram-se mais intolerantes perante os silêncios individuais. Vivemos num ambiente que é extremamente extrovertido: tudo se fala, tudo se diz e não se respeitam os momentos de silêncio, que são fundamentais para o desenvolvimento da intimidade”. Isto não significa que o adolescente corte a comunicação verbal para sempre e não tenha mais nada para contar: também há momentos em que se envolvem, e isto é normal, mas nesta fase são menos frequentes.

E como o silêncio é o estado normal, um segundo ponto é que: “o estar calado é também uma forma de comunicação. Dão-se informações através das palavras, mas também através do silêncio, por isso, os adolescentes estão a dizer-nos alguma coisa. Nós, os pais, devemos desenvolver a habilidade de decifrar o que está acontecendo”.
O silêncio normal nesta idade é o explicado anteriormente, quer dizer, que ele tem a ver com a procura da intimidade, é uma reflexão que se exprime com a tendência ao isolamento. Este silêncio, porém, é diferente do silêncio que é acompanhado de hostilidade, ou de problemas de relacionamento com os pais, ou de baixo rendimento escolar. ”Aqui o silêncio tem outro significado: é um problema que tem de ser solucionado ”. Quanto mais áreas este silêncio comprometa, mais preocupante é.

Se o silêncio é excessivo, pois provoca uma ruptura total com os outros, isso já é negativo.”

Joana Dias

Quando o silêncio é a palavra do dia…

Grande parte dos nossos alunos são adolescentes. Como tal, vemos diariamente os resultados das interações entre adultos e adolescentes percebendo que não é tarefa fácil chegar até eles.

Seja um pai, educador, pedagogo, psicólogo, todos temos que unir forças no sentido de um entendimento comum e maior: criar alicerces para que a nossa massa jovem dê seguimento ao que são as expectativas de uma sociedade exigente.

Assim, vamos deixar alguns excertos de um texto muito interessante sobre a adolescência e o seu silêncio. Esperamos que pais, alunos e todos os que nos procuram tenham uma leitura agradável.

O silêncio dos adolescentes (parte 1)

“Os pais desejam falar com os seus filhos adolescentes e saber o que pensam, sentem e fazem, mas os jovens não falam…Isto é normal?

Os pais desejam falar com os seus filhos adolescentes e saber o que pensam, sentem e fazem, mas os jovens não falam…Isto é normal?

“Às vezes sinto que falar com uma parede é mais fácil do que arrancar uma palavra ao meu filho”, diz uma mãe, que logo acrescenta: “quando responde com monossílabos sinto que tivemos uma grande conversa”.

Claramente, esta é a fase do silêncio. A nova forma de comunicar-se é o silêncio ou, no melhor dos casos, as frases entrecortadas. Alguns livram-se de cair nesta etapa, mas são muito poucos. Por isso, é normal encontrar tantos pais desesperados com a indolência dos seus filhos. Tomar consciência do que se trata e de por que acontece é uma boa ajuda, pois assim é possível aprender o lado positivo, que neste caso, não é pequeno.

Durante a infância as crianças estão completamente viradas para o mundo exterior, comunicam e recebem ordens sem problemas. Mas na puberdade, e fazendo isso parte de um processo absolutamente normal, começam a ter uma maior preocupação por outros aspectos de si mesmos. No início, isto toma a forma de introversão passiva, para ir progressivamente tornando-se ativa, e caracteriza-se por:

  1. O jovem desvia o interesse do mundo exterior, para se concentrar cada vez mais em si próprio.
    2. Procura diferenciar-se de todo o resto e, por esse motivo, rompe com a autoridade, tanto dos pais como dos professores. Procura autonomia, o que por vezes implica um período de crítica, e lhe faz perder, por exemplo, o interesse em participar nas atividades familiares.
    3. Na parte final do conhecimento, cresce a fantasia, através da qual compensa as inseguranças que experimenta no mundo real. Por isso é tão difícil falar com ele: está no seu próprio mundo.
    4. No campo das amizades, afasta-se dos grandes grupos e nasce a época do melhor amigo ou amigo íntimo, sem que esteja necessariamente excluída uma intensa vida social.

A consequência final: uma criança isolada que se torna calada e completamente egocêntrica. O objetivo: desligar-se de tudo o que é exterior para melhor conhecer a sua interioridade e se encontrar com a sua intimidade. Precisam de um certo isolamento para pensarem e refletirem acerca de quem são, das suas novas experiências e formas de sentir o mundo.”

Kiko, o dentinho – Saúde Oral

Durante o mês de dezembro os alunos do 1º ciclo do nosso Agrupamento, na AEC de Oficina das Ciências Experimentais, tiveram a oportunidade de conhecer o “Kiko, o dentinho”.

Integrado no projeto SOBE, o desenvolvimento desta temática visou:

  • Aumentar a qualidade da divulgação e informação sobre saúde oral;
  • Incrementar parcerias com as escolas e outras instituições;
  • Consciencializar as famílias para a importância desta área da saúde;
  • Fazer promoção da saúde oral, cada vez mais precoce, junto das crianças de todo o tecido social;
  • Gizar estratégias de promoção da leitura e de escrita tomando como pretexto o desenvolvimento do programa de prevenção da saúde oral;

Dada a idade do nosso público-alvo, os alunos foram motivados a participar em vários workshops desenvolvidos pelas docentes de Oficina das Ciências Experimentais e assistiram a uma peça de teatro, “Os Super Sorrisos!”

Os resultados foram bastante satisfatórios e alguns alunos apresentaram trabalhos de sensibilização para a importância da saúde oral, nomeadamente, peças de teatro e canções acompanhadas de coreografias.

Joana Dias

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O que é o tártaro?

O tártaro, também chamado de cálculo, é a placa bacteriana que mineralizou e endureceu nos teus dentes. O tártaro inicia a sua formação junto da linha da gengiva e progride para baixo dela, provocando a inflamação dos tecidos gengivais.

O tártaro pode não só ameaçar a saúde dos teus dentes e gengivas, mas também tornar-se um problema estético.

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Como sei que tenho tártaro formado?

O tártaro é uma formação mineral facilmente visível acima ou junto à linha gengival. O sinal mais comum da existência de tártaro é uma coloração amarelada ou acastanhada dos dentes, junto à linha gengival. A única forma de detetar o tártaro com toda a segurança e de o remover é visitar regularmente o profissional de saúde oral.

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Como posso prevenir a formação do tártaro?

Uma correta escovagem e o uso de fio dentário são necessários para remover a placa bacteriana e impedir a formação de tártaro.

A partir do momento em que o tártaro esteja formado, só um profissional dentário o poderá remover. O processo de remoção do tártaro é chamado destartarização.

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Joana Dias

A terrível cárie dentária…

A doença cárie dentária manifesta-se através de lesões cavitadas ou não (com ou sem perda visível de tecido dentário) que afectam os tecidos mineralizados do dente.

A dor de dentes é o que se sente, normalmente, num dente quando está formada uma cavidade. Contudo, nas fases iniciais, as lesões de cárie não provocam qualquer tipo de sintomatologia, surgindo esta apenas quando a extensão das lesões é mais significativa.

Se for convenientemente e atempadamente tratada, pode ser interrompida a progressão das lesões de cárie, evitando o risco de perda do dente.

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Porque aparecem as cáries dentárias?

A cárie está relacionada com a destruição da camada externa dos dentes. Esta camada externa é designada por esmalte dentário. O aparecimento das lesões de cárie está relacionado com a desmineralização provocada pela acidificação do meio oral.

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Quais os sintomas que prenunciam o aparecimento de uma cárie dentária?

Numa fase muito precoce do desenvolvimento de cárie não existe qualquer tipo de estímulo doloroso, daí a importância da consulta dentária regular para o estabelecimento do diagnóstico precoce.

Surgem alterações de cor, primeiramente traços esbranquiçados indicativos do início da desmineralização, seguidos de alterações da transparência do esmalte e da dentina. Por fim pode surgir o escurecimento das lesões. Contudo, nem todas as manchas escuras de um dente são significado de lesão activa da doença cárie.

Com a progressiva afectação dos tecidos poderá sentir uma dor aguda, evoluindo para dor permanente e de grande intensidade. Esta dor pode abranger todo um lado da boca ou concentrar-se numa determinada zona.

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Que cuidados se devem ter para evitar o aparecimento de cáries dentárias?

A higiene oral é o factor mais importante para evitar o aparecimento das doenças orais.

Por isso, escova os dentes, com um dentífrico fluoretado, pelo menos duas vezes por dia, sendo uma delas obrigatoriamente antes de deitar. Usa o fio ou a fita dentária diariamente, de preferência, à noite, antes de fazer a escovagem dos dentes. Deves vigiar a sua saúde. Para isso é importante consultar um profissional de saúde oral de seis em seis meses. Ele examinará a tua boca e dar-te-á conselhos sobre a melhor forma de manter a tua saúde oral.

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Joana Dias